domingo, 10 de agosto de 2014

Sobre amarras e pensamentos incendiários ou irreversíveis

Quando parava pra pensar
Era inevitável que o caminho de volta ficava mais triste

Depois de despejar todas as lágrimas do mundo
Ainda conseguia grunhir (ou uivar) em algum canto: seco, morto não.

Queria alguém que lhe ajudasse a berrar as palavras
Alguém que parasse pra ouvir o que ele parava pra dizer

Poucos entendiam
Porque a maioria era disciplinada
Pensavam o que era preciso pensar
Pensavam o que era permitido pensar

Mas eu, ele, ela e aquela conseguimos tirar os anéis

Antes que os dedos caíssem

4 comentários:

  1. demais!!!
    q engraçado aqui no comp. de laranjal to conseguindo comentar!
    olha vc tá fechando justinho seus finais... to abestada com seus textos!!!

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    1. obrigado gê, que delícia ver teu rosto por aqui!

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  2. É difícil eu me identificar tanto, quanto me identifiquei com esse texto. Animais emocionais acredito eu, e desiludidos, tanto quanto se pode com a vida. Continue escrevendo, tu possui o dom de te expressar em palavras, faça-o.

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